Seu assistente virtual também é sargento no campo de batalha
Enquanto os governos querem IA decidindo alvos, a gente ainda tá tentando entender por que ela alucina sobre restaurantes.
Essa semana vamos falar do elefante na sala. Ou melhor, do drone armado com inteligência artificial que invadiu a sala. Nos últimos dias acompanhamos bombardeios ao vivo pelo celular, tensões geopolíticas escalando enquanto líderes mundiais cantam o hino nacional da frente de ogivas nucleares. A guerra não é novidade. O que é novidade é ela ter atualização de software e vir com IA embutida, capaz de cruzar dados estratégicos, interpretar cenários complexos e sugerir decisões antes que qualquer humano termine de tomar seu café.
O Departamento de Defesa americano, agora carinhosamente chamado de “Department of War” (sim, esse é o nome oficial vindo direto dos videogames), decidiu que queria usar IA em sistemas militares classificados. A Anthropic, que já tinha um acordo com eles, bateu o pé e se recusou a aceitar cláusulas abertas demais, especialmente aquelas que poderiam permitir vigilância doméstica em massa de americanos e de armas autônomas funcionando sem supervisão humana. Parece o mínimo, né?
Mas o governo Trump discorda e saiu chamando a empresa de amaça nacional, proibindo imediatamente que qualquer contratante, fornecedor ou parceiro do exército americano fizesse negócios com eles. Fechou as portas pra Anthropic, mesmo. E a OpenAI entrou rapidinho sorrindo, anunciou o contrato com orgulho… E se arrependeu.
Seria cômico, se não fosse trágico e preocupante: a posição da OpenAI durou menos de 48 horas. Com a escalada das tensões políticas, o Sam Altman foi se explicar dizendo que o contrato era meio “oportunista e meio mal feito”. Pra completar o backlash todo, mais de 60 funcionários da própria OpenAI e 300 do Google assinaram uma carta aberta pedindo que suas empresas apoiassem a posição da Anthropic. Quando seu próprio time pede que você faça o oposto do que fez, você errou feio…
A repercussão foi tão grande que o Claude chegou a ultrapassar o ChatGPT nas paradas do App Store. Até a Katy Perry se manifestou publicamente, sabe? Mas nosso ponto aqui não é torcer pra OpenAI vs Anthropic como quem torce numa partida de futebol. Até porque a gente sabe que não existe santinho.
Os modelos que a gente usa pra escrever e-mail, resumir documento e criar apresentação são os mesmos que governos querem usar pra decidir alvos militares. Quando você coloca IA no meio de conflito armado, quem responde pelos erros? A IA que alucina numa reunião é constrangedor. Uma IA que alucina num campo de batalha é outra conversa.
Estamos condenados? Talvez. Mas pelo menos estamos conscientes e fazendo piada nervosa enquanto isso. O que, convenhamos, é praticamente a especialidade da nossa geração.
Enquanto big techs travam batalhas geopolíticas, uma iniciativa brasileira está criando IAs com foco explícito em direitos humanos, combate ao discurso de ódio e monitoramento de políticas públicas.
O Google lançou o Nano Banana 2, seu novo modelo de geração de imagens, combinando as capacidades avançadas do Nano Banana Pro com a velocidade do Gemini Flash: mais rápido, menor e mais integrado ao dia a dia.
Uma pesquisa do Pew Research com mais de 1.400 adolescentes mostrou que mais da metade usa chatbots pra fazer a lição de casa. Até aí tudo bem, mas o que preocupa é que 12% já buscou suporte emocional ou conselho de uma IA.
A Suprema Corte jogou o corpo fora e se recusou a julgar se arte criada por inteligência artificial pode ser protegida por direitos autorais nos EUA. Aí, já sabe: quando lei chega atrasada na tecnologia, quem define as regras são as empresas.
No meio do contrato relâmpago da OpenAI com o Pentágono, a Anthropic lançou o recurso de importar memórias do ChatGPT para o Claude. Foi uma cutucada elegante: “se você não gostou do rumo que a conversa tomou, você e seus dados são bem-vindos aqui”. Aqui no CR_IA temos usado bem mais o Claude nos últimos tempos (antes mesmo dessa treta toda, tá?)
Todo o papo dessa edição me fez pensar na aula de Ética e responsabilidade no uso da IA, que fica lá no comecinho da sua jornada, no primeiro curso introdutório do CR_IA. Não é à toa que ela é uma das aulas mais favoritadas da nossa plataforma!
A aula de Treinamento da IA e seu Viés também traz reflexões importantes sobre como a tecnologia não é neutra: ela reflete quem constrói e para quem constrói. Isso é muito mais importante do que parece, como na notícia que trouxemos acima de ativistas e desenvolvedores focados em criar IAs com datasets inclusivos, alinhados à defesa dos direitos humanos e à justiça social. Nem preciso dizer o quão essencial é esse tipo de trabalho em um país onde cerca de 8,8 milhões de mulheres sofreram violência digital no último ano, né?
E falando em construir coisas boas, semana passada lançamos o CR_IA.guide, nossa mentoria estratégica bem personalizada. A gente sabe que, às vezes, tudo que você precisa é de alguém olhando pro seu contexto específico e segurando sua mão enquanto diz “comece por aqui.”
Depois de preencher um briefing, a equipe CR_IA analisa sua situação e agenda uma sessão de até 2h com o Felipe ou o Paulo. Durante a conversa, eles vão direto ao ponto pra te ajudar No final, você ainda recebe um documento com tudo que foi discutido, os próximos passos e os desafios práticos. Além disso, ainda ganha acesso ao CR_IA por 6 meses pra você e seu time, com uma trilha de aprendizado personalizada dentro das +150 aulas da plataforma.
Honestamente? Se eu não trabalhasse respirando IA todos os dias, ia querer muito essa mentoria pra minha equipe, juro.
Qualquer dúvida, pode sempre me chamar!
Yasmin Wilke
head of student experience
Já usou a fórmula =AI() no seu Google Sheets? É uma função que permite usar inteligência artificial dentro de uma célula e faz com que a sua planilha seja capaz de gerar textos, resumir informações, classificar dados, criar ideias e muito mais a partir de um prompt.
Temos uma aula inteira na plataforma sobre isso, com muitas ideias de aplicações.
PASSO A PASSO:
Abra uma planilha no Google Sheets
Crie colunas com dados que você quer processar (exemplo: produtos de uma loja de departamento, com categorias e público-alvos)
Em uma célula vazia, digite: =AI(“seu prompt aqui”)
Para referenciar outras células, use o & comercial. Exemplo:
=AI(”Crie uma descrição curta e persuasiva para um produto chamado “&A2&”, da categoria “&B2&”, voltado para “&C2&”. Use tom moderno e direto.”)
Arraste a fórmula para baixo e veja a mágica acontecer!
Nosso desafio da semana é, além de testar essa fórmula, pensar em outras aplicações que encaixem na sua rotina e facilitem seu trabalho. Você pode usar para resumir feedbacks de clientes, criar copies de anúncio em escala, organizar respostas de formulários… O céu é o limite!
Se essa edição te deixou com a sensação de “tô tentando processar tudo isso mas não sei nem por onde começar”, saiba que é exatamente assim que deve ser. A IA está no campo de batalha, nos tribunais sem resposta, na lição de casa dos adolescentes, na sua planilha de gastos do mês… Por todo lugar.
E tentamos entender o que está acontecendo, para não sermos meros espectadores na história. Nos vemos semana que vem, se os sistemas ainda estiverem de pé.
Equipe CR_IA






leitura necessária!!!
Essa newsletter foi bem esclarecedora com relação ao que vem acontecendo nesse "momento mundial" e as big techs, tava meio perdida mesmo com tanta coisa. E o lançamento da mentoria foi muito acertada, vai ajudar muita gente.